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Técnicas de Estimativa de Software
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Técnicas de Estimativa de Software

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Se você já trabalhou com estimativas de software, sabe que é um jogo perigoso. Se errar para menos, a equipe fica sobrecarregada. Se errar para mais, os stakeholders acham que você está “esticando o prazo”. No fim, você está sempre tentando equilibrar previsibilidade e flexibilidade — sem parecer incompetente.

Mas aqui está a verdade: a maioria das estimativas falha porque são tratadas como palpites isolados, e não como um processo estruturado.

O problema não é a estimativa em si, mas a forma como ela é feita. Neste artigo, vou apresentar cinco técnicas que podem salvar seu planejamento e dar previsibilidade ao time.

Por que se preocupar com estimativa de software?

Se você já pensou “estimativas são inúteis, vamos só fazer as coisas e ver no que dá”, saiba que você não está sozinho. Mas se esse pensamento fosse verdade, empresas como Amazon, Google e Stripe não gastariam tempo refinando suas formas de estimar.

Estimativas são essenciais porque:

  • Ajudam o time a planejar melhor – Se você não sabe o tamanho do problema, como vai saber quantos recursos alocar?
  • Alinham expectativas – Se um projeto vai levar três meses e não três semanas, é melhor todo mundo saber disso antes de começar.
  • Permitem trade-offs inteligentes – Nem tudo precisa ser construído da forma mais complexa possível. Com boas estimativas, dá para tomar decisões mais informadas sobre escopo e prioridades.

Dito isso, vamos ao que interessa: as cinco técnicas que realmente funcionam.

Principais Técnicas de Estimativa

1. Planning Poker

Se você já viu um time de engenharia tentando estimar tarefas, sabe que, muitas vezes, uma voz mais forte domina a conversa e define o número. O problema? Isso não significa que seja a melhor estimativa.

O Planning Poker resolve isso tornando a votação anônima e colaborativa. Funciona assim:

  1. Cada dev recebe um baralho de cartas numeradas (seguindo a sequência de Fibonacci, por exemplo).
  2. Uma tarefa é apresentada. O time pode discutir dúvidas e pontos de complexidade.
  3. Cada pessoa escolhe uma carta e revela sua estimativa ao mesmo tempo.
  4. Se houver grandes discrepâncias (exemplo: alguém votou 2 e outro votou 13), os extremos explicam seu pensamento e uma nova rodada acontece até chegar a um consenso.

O que faz essa técnica funcionar?

  • Dá voz a todos – Quem tem menos experiência no time também pode contribuir sem ser influenciado.
  • Diminui ruído – Estimar com base em intuição pura pode dar errado. Essa abordagem força uma reflexão mais estruturada.
  • Ajuda a detectar incertezas – Se as estimativas estão muito dispersas, pode ser um sinal de que a tarefa precisa ser melhor definida antes de ser estimada.

Quando usar?

O Planning Poker funciona melhor em times pequenos (até 7 pessoas) e quando as tarefas já estão bem divididas. Se o time é muito grande, pode demorar demais.

2. Método de Três pontos

Essa técnica é para quem já sabe que o universo adora sabotar projetos de software. Em vez de apostar em uma única estimativa, ela usa três cenários:

  • Otimista (O): Se tudo der certo, quanto tempo isso leva?
  • Mais provável (M): Se o projeto seguir o curso esperado, qual é a estimativa razoável?
  • Pessimista (P): Se tudo der errado, qual seria o pior caso?

Por que isso é útil?

  • Força o time a pensar nos riscos – Em vez de apenas perguntar “quanto tempo leva?”, essa abordagem incentiva a equipe a considerar imprevistos.
  • Gera estimativas mais realistas – Como pondera diferentes cenários, essa abordagem evita surpresas desagradáveis.

Se seu time já passou por vários atrasos imprevistos, talvez seja a hora de testar esse método.

3. Grande Pequena Incerteza (LSU)

Aqui está uma técnica direta: classificar tarefas pelo nível de incerteza.

  1. Grande Incerteza → Tarefas com muitas variáveis desconhecidas.
  2. Pequena Incerteza → Tarefas bem definidas e previsíveis.

A ideia é simples: pare de tentar adivinhar prazos para coisas que ninguém entende direito. Em vez disso, quebre as partes incertas em tarefas menores e vá refinando a estimativa conforme aprende mais.

Quando usar?

  • Se o time vive errando estimativas porque o escopo real da tarefa só aparece depois.
  • Se o projeto envolve inovação ou tecnologias novas.

4. Estimativa PERT

A técnica PERT (Program Evaluation and Review Technique) é uma abordagem estatística que leva em conta a duração esperada de cada tarefa e as dependências entre elas para estimar a duração total do projeto. A equipe identifica as tarefas necessárias para concluir o projeto, estima a duração de cada uma e, em seguida, analisa as dependências entre as tarefas para calcular a duração total do projeto.

Como Funciona

A base da Estimativa PERT é a criação de um diagrama que representa todas as tarefas necessárias para a conclusão do projeto, estimando três durações para cada uma delas:

  • Otimista (O): O menor tempo em que a tarefa pode ser concluída.
  • Provável (M): O tempo mais realista para a conclusão da tarefa, considerando eventuais problemas.
  • Pessimista (P): O maior tempo que a tarefa pode requerer, assumindo que tudo o que pode dar errado, de fato, aconteça.

A partir dessas três estimativas, é calculada uma média ponderada,  isso vai te dar uma previsão melhor do tempo necessário para cada atividade.

A diferença entre PERT e o Método de Três Pontos é que a PERT geralmente é aplicada a um projeto inteiro, considerando todas as dependências entre tarefas.

Pontos positivos

✅ Ajuda a identificar o caminho crítico do projeto (as tarefas que não podem atrasar de jeito nenhum).
✅ Baseia-se em dados e não em “achismos”.

Pontos negativos

❌ Pode ser excessivamente complexa para projetos pequenos.
❌ Requer um bom nível de disciplina para manter os cálculos atualizados.

Se o seu projeto é grande e tem muitas interdependências, vale testar.

5. Estimativa Análoga

A forma mais rápida de estimar um projeto é olhar para o histórico de projetos anteriores. Se algo parecido já foi feito antes, por que não usar isso como referência?

O problema? Dois projetos nunca são 100% iguais.

Como tornar essa técnica útil?

  • Adapte as estimativas antigas ao contexto atual (mudanças na equipe, novas tecnologias, escopo diferente).
  • Use como um ponto de partida, mas refine com outros métodos se necessário.

Ideal para empresas que já têm um histórico sólido de projetos e querem eficiência na estimativa.

Conclusão

Não existe uma abordagem única para estimativas. O que funciona para uma startup pode ser um desastre para uma grande empresa.

A chave é testar e adaptar.

Se você precisa de consenso rápido → Planning Poker
Se quer considerar incertezas → Método de Três Pontos
Se o projeto tem muita coisa desconhecida → LSU
Se quer uma abordagem estatística → PERT
Se tem bons dados históricos → Estimativa Análoga

Agora, a pergunta é: qual dessas técnicas você vai testar primeiro?

⭐ Bônus: Recomendo você ler também: Boas práticas para estimativas de software

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