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6 Métricas Ágeis para times de engenharia de software

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Hoje vamos bater um papo sobre algo super importante no mundo do desenvolvimento de software ágil: porque é fundamental ficar de olho nas métricas certas. Para quem lidera a engenharia, entender essas métricas é mais do que útil – é essencial. Neste artigo, vamos focar nas sete métricas ágeis mais relevantes que todo líder técnico deve acompanhar.

Métrica 1: Velocity

Começando com a Velocity, ou Velocidade da Equipe. Ela quantifica a quantidade de trabalho que uma equipe consegue concluir em um período específico, geralmente um sprint ou iteração. Para calcular a Velocidade da Equipe, soma-se o total de pontos de história (user story points) ou outras unidades de trabalho que foram efetivamente concluídas durante esse período.

O legal da Velocity é que ela dá uma visão clara da produtividade da equipe. Acompanhando essa métrica, você consegue pegar insights valiosos para planejar melhor os próximos passos, definir metas realistas e gerir as expectativas de todo mundo envolvido. E mais, uma variação na Velocity pode sinalizar que algo no processo precisa de ajuste.

É importante destacar que essa métrica não deve ser utilizada como uma ferramenta para pressionar a equipe por mais produtividade, mas sim entender como as coisas estão fluindo para planejar com mais assertividade.

Métrica 2: Lead Time

O Lead Time, é uma métrica que mede o tempo decorrido desde o início até a conclusão de uma tarefa. Esta métrica é fundamental para entender o ciclo de vida de uma tarefa e é crucial para avaliar a eficiência com que as tarefas são processadas e entregues aos stakeholders.

A análise do Lead Time é importante por várias razões. Primeiramente, ela oferece uma visão clara do tempo necessário para transformar uma ideia ou requisito em um produto funcional. Isso é essencial para o planejamento e para a gestão de expectativas, tanto internamente entre as equipes de desenvolvimento quanto externamente com os clientes e outros stakeholders.

Um Lead Time curto é geralmente um indicativo de agilidade e eficiência, mostrando que a equipe é capaz de responder rapidamente às demandas e de entregar valor de forma efetiva.

Além disso, o Lead Time pode ajudar a identificar gargalos no processo de desenvolvimento. Por exemplo, se uma tarefa específica regularmente leva mais tempo do que o previsto para ser concluída, isso pode indicar áreas que precisam de melhoria, seja na forma de recursos adicionais, treinamento adicional para a equipe, ou ajustes no processo de trabalho.

Para calcular o Lead Time de maneira eficaz, é importante seguir um método claro e consistente. O Lead Time é medido a partir do momento em que uma tarefa é inicialmente definida ou requisitada até o ponto em que ela é completamente finalizada e pronta para entrega. Essencialmente, este cálculo envolve duas etapas principais: registrar o momento de início da tarefa e o momento de sua conclusão.

  1. Momento de Início: Este é o ponto de partida para o cálculo do Lead Time. Ele é marcado quando a tarefa é oficialmente inserida no backlog do projeto ou quando começa a ser trabalhada ativamente pela equipe. É importante que este momento seja claramente registrado para garantir precisão no cálculo.
  2. Momento de Conclusão: Este é o ponto final no cálculo do Lead Time. Ele ocorre quando a tarefa é considerada concluída, ou seja, quando todos os trabalhos relacionados, incluindo desenvolvimento, testes e quaisquer revisões necessárias, foram finalizados, e a tarefa está pronta para ser entregue ou lançada.

O Lead Time é então calculado pela diferença de tempo entre o momento de início e o momento de conclusão da tarefa. Este valor pode ser expresso em horas, dias ou qualquer outra unidade de tempo que se adeque ao contexto do projeto. Em projetos ágeis, é comum utilizar dias como unidade de medida, dada a natureza iterativa dos sprints.

Monitorar o Lead Time também contribui para a melhoria da previsibilidade. Ao entender o tempo médio necessário para a conclusão de tarefas, as equipes podem fazer estimativas mais precisas para projetos futuros, o que é vital para um planejamento eficaz e para a manutenção de cronogramas realistas.

Métrica 3: Índice de Dívida Técnica

A Dívida Técnica é um conceito crítico no desenvolvimento de software, referindo-se essencialmente ao custo implícito associado a decisões de design ou de codificação que são eficientes no curto prazo, mas que criam um ônus adicional no futuro. O Índice de Dívida Técnica é a métrica utilizada para quantificar essa dívida, fornecendo uma estimativa do trabalho adicional que será necessário para corrigir ou aprimorar essas decisões no código do projeto.

Analisar o Índice de Dívida Técnica é importante por várias razões:

  1. Manutenção de Qualidade: Um alto Índice de Dívida Técnica pode levar a um código mais complexo e difícil de manter. Isso pode resultar em maior tempo e custo para adicionar novas funcionalidades ou corrigir bugs, afetando diretamente a qualidade geral do software.
  2. Previsibilidade de Projeto: A dívida técnica pode afetar a capacidade de prever com precisão o tempo e os recursos necessários para o desenvolvimento futuro. Ao quantificar essa dívida, as equipes podem planejar melhor e alocar recursos de forma mais eficiente.
  3. Custo a Longo Prazo: Embora a dívida técnica possa parecer uma solução eficaz no curto prazo, ela pode acarretar custos significativos a longo prazo, tanto em termos de esforço de desenvolvimento quanto em termos de oportunidades perdidas devido à incapacidade de responder rapidamente às mudanças do mercado ou às necessidades dos clientes.
  4. Tomada de decisão: Compreender o nível de dívida técnica em um projeto ajuda as equipes a tomar decisões mais informadas sobre quando e como lidar com essas questões. A decisão de pagar a dívida técnica deve ser balanceada com outras necessidades do projeto, como a entrega de novas funcionalidades ou a correção de bugs críticos.

Para calcular o Índice de Dívida Técnica, as equipes geralmente usam uma combinação de revisões de código, ferramentas de análise estática e experiência de desenvolvedores para estimar o esforço necessário para resolver problemas de código e design. Essa métrica deve ser monitorada regularmente para garantir que a dívida técnica não cresça a um nível insustentável, comprometendo a viabilidade de longo prazo do projeto.

Métrica 4: Throughput

O Throughput é uma métrica que realmente se destaca. Ele se concentra em quantificar a quantidade de trabalho que uma equipe consegue realizar em um determinado período, como um sprint. Este trabalho pode ser desde o desenvolvimento de novas funcionalidades até a correção de bugs. O legal do Throughput é que ele nos dá uma visão clara e objetiva da eficiência da equipe em entregar resultados.

Calcular o Throughput é bem simples. Ao final de cada sprint, você conta o número de tarefas que a equipe conseguiu completar. Isso inclui tudo: histórias de usuários, bugs resolvidos, tarefas menores, e assim por diante. Por exemplo, se sua equipe finalizou 10 histórias, resolveu 5 bugs e fechou 3 tarefas menores em um sprint, o Throughput seria 18. É uma forma prática de medir a produtividade.

Mas aqui vai uma dica: o Throughput é ainda mais poderoso quando usado em conjunto com outras métricas. Isso porque um alto Throughput é ótimo, mas não deve sacrificar a qualidade do trabalho. Então, sempre busque o equilíbrio entre fazer bastante e fazer bem feito.

Em resumo, o Throughput é uma métrica super útil para times ágeis. Ele ajuda a entender melhor a capacidade da equipe e a ajustar os planos de forma mais realista. Com essa métrica, você pode manter a equipe alinhada com os objetivos do projeto, sempre com um olho na eficiência e outro na qualidade.

Métrica 5: WIP (Work in Progress)

WIP, ou Work in Progress, é uma métrica super relevante no desenvolvimento ágil, que se concentra nas tarefas que estão sendo trabalhadas no momento, mas que ainda não chegaram à linha de chegada. Essencialmente, WIP é sobre tudo aquilo que está em processo, mas ainda não está pronto para ser entregue.

Agora, por que prestar atenção no WIP é tão importante? Vamos lá:

  1. Evitar Gargalos: Quando o WIP é muito alto, significa que há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Isso pode sobrecarregar a equipe e criar gargalos, onde as tarefas começam a se acumular em determinadas fases do processo. Aí, tudo fica mais lento, e ninguém quer isso.
  2. Fluxo de Trabalho Suave: Gerenciar bem o WIP ajuda a manter um fluxo constante de trabalho. Quando a equipe tem um número gerenciável de tarefas em andamento, é mais fácil manter o foco e terminar cada uma delas com qualidade.
  3. Reduzir Atrasos: Se o WIP está nas alturas, é mais provável que as tarefas demorem mais para serem concluídas. Isso pode levar a atrasos em cascata em todo o projeto. Controlar o WIP ajuda a equipe a entregar as coisas no prazo.

Para manter o WIP sob controle, muitas equipes ágeis usam limites de WIP, ou seja, definem um número máximo de tarefas que podem estar em andamento em qualquer momento. Isso ajuda a garantir que a equipe não pegue mais trabalho do que pode lidar, mantendo o foco e a eficiência.

Métrica 6: Cobertura de Código

A Cobertura de Código é uma métrica essencial no desenvolvimento de software, especialmente em práticas ágeis e de DevOps. Ela mede qual porcentagem do código-fonte do seu projeto é abrangida por testes automatizados. Basicamente, é um indicador de quão extensivamente o seu software está sendo testado.

Quando uma grande parte do código é abrangida por testes, isso aumenta significativamente a confiança na confiabilidade do software. Você tem a certeza de que muitas das funções e cenários do código foram verificados, reduzindo o risco de bugs inesperados. Além disso, a Cobertura de Código também é uma ferramenta eficaz para identificar aquelas áreas do código que ainda não foram testadas. Isso é crucial, pois as partes não testadas podem abrigar falhas potenciais, e identificá-las permite que a equipe direcione seus esforços de teste de maneira mais eficiente.

Outro ponto crucial é a prevenção de regressões. Com testes cobrindo uma ampla parte do código, fica mais fácil detectar rapidamente quando mudanças recentes afetam funcionalidades já existentes. Isso é vital para manter a integridade do software ao longo de seu desenvolvimento e atualizações.

É importante observar, no entanto, que a Cobertura de Código não é uma métrica de “tudo ou nada”. Uma cobertura de 100% não garante um software livre de defeitos, assim como uma cobertura mais baixa não significa necessariamente um software de baixa qualidade. O ideal é buscar um equilíbrio, garantindo que as partes críticas do código estejam bem testadas, ao mesmo tempo em que se mantém um processo de desenvolvimento ágil e eficiente.

Kodus e Métricas Ágeis

Chegamos ao fim deste artigo, onde destacamos a importância das métricas ágeis no desenvolvimento de software. Compreender e aplicar estas métricas é crucial para impulsionar a eficiência e a qualidade do trabalho das equipes. E nessa jornada, a Kodus pode ser sua grande aliada, facilitando o gerenciamento de projetos ágeis e o aprimoramento das práticas de desenvolvimento. Dá uma olhada no que a Kodus pode fazer por você no site Kodus.io

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